23/09/2018

RESUMO 3 DE ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS

Manuel Pinon

As 4 funções extremamente importantes desempenhadas por um Sistema Monetário:

 

1 – Apresentar quem tem $ para quem não tem e precisa de $, ou seja, faz a transferência de recursos financeiros entre os agentes econômicos chamados de “poupadores” ou “superavitários” (quem tem recursos sobrando num dado momento) e os agentes econômicos chamados de “deficitários” (aqueles que no mesmo instante se encontram com insuficiência de recursos);

 

2 – Dinamizar as relações de trocas de mercadorias entre os indivíduos, sendo a moeda o meio que possibilita esta circulação de bens e serviços;

 

3 - Aumentar da liquidez dos ativos reais, possibilitando a realização de um maior número de transações envolvendo os diversos bens (ativos) que representam o patrimônio (ou seja, a riqueza acumulada) dos indivíduos;

 

4 – Servir de instrumento por meio do qual o Governo possa realizar a Política Monetária, ou seja, ajustar a quantidade de moeda em circulação às necessidades reais da economia, produzindo efeitos nos níveis de Produção e, consequentemente, de Renda.

 

Conceito de Moeda : todo objeto de aceitação geral, utilizado na troca de bens e serviços, que tem poder liberatório (ou seja, capacidade de pagamento) instantâneo.

 

Funções da MOEDA:

 

Meio ou instrumento de troca: a moeda surgiu para intermediar as trocas de mercadorias entre os diversos produtores, sendo a mesma um elemento de aceitação geral.

Unidade de conta: uso fundamental se dá pelo fato de a moeda ser amplamente usada para se fazer comparações entre os valores das diversas mercadorias. A moeda funciona como um denominador comum, tornando possível somar, por exemplo, o valor de uma motocicleta com o de uma televisão e com o de uma fazenda, e encontrar um valor total para esses três bens distintos, expresso num total de unidades monetárias.

 

Reserva de valor: aspecto relevante a destacar é que na prática os vendedores das mercadorias aceitam a moeda nas suas trocas porque sabem que a mesma tem aceitação geral, por isso eles não terão dificuldade em “transformá-la” novamente nos diversos bens e serviços de que necessitam.

 

A Oferta de Moeda (ou “Meios de Pagamento”): M = PP + DV

 

Onde:

 

M = Total dos Meios de Pagamento (Oferta de moeda)

 

PP = Papel-moeda e moedas metálicas em poder do público;

 

DV = Total dos depósitos à vista nos bancos comerciais.

 

O item PP (papel-moeda e moedas metálicas em poder do público) corresponde ao conceito de moeda manual.

 

Guarde que existem duas situações que são cobradas em prova: a criação e a destruição de meios de pagamento.

 

Dizemos que há criação de moeda quando acontece um aumento do volume de M1, ou seja, quando cresce o volume da soma de moeda manual ou de moeda escritural (ou ambos).

 

Por outro lado, há destruição de moeda quando se reduz o volume de meios de pagamento.

 

O volume total dos meios de pagamento aumenta ou diminui devido às relações que ocorrem entre os setores bancário e não-bancário da economia.

 

Na verdade, o setor bancário, em sentido estrito como estamos falando agora, é formado basicamente pelos bancos comerciais.

 

Guarde o seguinte: um banco comercial é aquele que possui correntistas, ou seja, nele os clientes podem abrir uma conta corrente. Esse dinheiro que deixamos em conta corrente tecnicamente é chamado de depósito à vista e pode ser emprestado pelo banco.

 

Já o setor não bancário em sentido estrito, por sua vez, é formado por todos os demais agentes econômicos, exceto os bancos comerciais.

 

O crescimento da oferta de moeda (saldo dos meios de pagamento) pode ser causado:

 

1) Pelo Banco Central, que tem o monopólio das emissões de moeda.

 

2) Pelos bancos comerciais, por meio dos depósitos à vista.

.

 

r = Reservas dos Bancos

        Depósitos à Vista

 

m = 1/r

 

 

M1 = m . B

 

 

c =  Moeda em Poder do Público

       Meios de Pagamento (M1)

 

 

M1 = PP + DV

 

c =  PP

       M1

 

d = DV

       M1

 

c + d =1

 

Agora já temos todos os elementos para finalmente apresentar a fórmula do multiplicador dos meios de pagamento:

m =      1________

        1 – d (1 – r)

 

c =  PP_

       DV

 

Diante dessa nova maneira de demonstrar a taxa de retenção, a fórmula do multiplicador também pode ser:

 

m =  1 + c

        c + r

 

m =     1_______

      1 – d. (1 – r)

 

 

Mas, por outro lado, se o coeficiente “c” estiver representando uma relação com o saldo dos depósitos à vista, use a fórmula:

 

m = 1 + c

       c + r

 

 

 

 

 

 

 

No Brasil são cinco os agregados monetários, calculados periodicamente pelo Banco Central:

 

M0 = Moeda em poder do público (papel-moeda e moedas metálicas);

 

M1 = M0 + Depósitos à vista nos bancos comerciais;

 

M2 = M1 + Depósitos especiais remunerados + Depósitos de poupança + Títulos emitidos por instituições depositárias;

 

M3 = M2 + Quotas de fundos de renda fixa + Operações compromissadas registradas no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia);

 

M4 = M3 + Títulos públicos de alta liquidez (Letras do Tesouro Nacional, Notas do Banco Central, etc.).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

São três as razões que a Teoria Econômica apresenta, pelas quais os agentes econômicos desejam reter moeda:

 

Motivo-Transação: os indivíduos precisam de dinheiro para suas transações do dia-a-dia, para alimentação, transporte, pequenas despesas, etc. Portanto, existe uma necessidade dos indivíduos portarem moeda para realizar seus negócios diários. Também as empresas necessitam manter recursos em caixa para cumprir seus compromissos empresariais habituais.

 

Motivo-precaução: o público e as firmas precisam ter uma certa reserva monetária para fazer face a pagamentos imprevistos, ou atrasos em recebimentos esperados. Os agentes econômicos lidam com a incerteza e dessa forma necessitam ter reservas para tratar com tais acontecimentos.

 

Essas duas primeiras razões (transações e precaução) dependem diretamente do nível da renda nacional. Quanto maior a renda nacional, maior será o volume de negócios e desse modo a quantidade de transações na economia (e também os riscos), e, portanto, maior será a necessidade de moeda para transações e por precaução.

 

Motivo-especulação ou Motivo-Portfólio: Os agentes econômicos decidem como vão montar suas carteiras (portfólios) de ativos para preservar seu poder de compra (sua riqueza). Nesse sentido, têm que escolher a composição de suas “cestas” de ativos, distribuindo o valor numa certa proporção entre moeda e títulos, sabendo que quanto mais moeda tiverem, menor será o rendimento do seu portfólio, mas em compensação maior será a sua liquidez.

 

Existe uma relação inversa entre demanda por moeda para especulação e taxa de juros. 

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