13/10/2018

RESUMO 3 DE ECONOMIA DO TRABALHO

Manuel Pinon

Vamos aproveitar para gravar os seguintes conceitos:


Produto marginal da mão de obra (PmgL ou PMg): é o volume de produção adicional gerado ao se acrescentar 1 trabalhador. A palavra “marginal” em Economês pode ser pensada como “incremental”, “à margem de” e sempre significa o volume adicional sobre alguma coisa gerada pelo acréscimo de uma outra coisa.

 

Produto médio da mão de obra (PmeL ou PMe): o PmeL é a produção por trabalhador. Basta dividir a produção total pela quantidade de trabalhadores.

 

Lei dos rendimentos marginais decrescentes: resumidamente, estabelece que se a quantidade de apenas um recurso (no nosso caso a mão de obra) for aumentada de quantidades iguais, por unidade de tempo, enquanto a de outros recursos permanecer constante, a quantidade total de produto aumentará, mas se esse incremento for além de determinado ponto, o acréscimo resultante no produto tornar-se-á cada vez menor.

 

RECEITA MARGINAL DA MÃO DE OBRA (RmgL): é o acréscimo na receita total da empresa decorrente da contratação de um trabalhador adicional.

 

CUSTO MARGINAL DA MÃO DE OBRA (CmgL): é o acréscimo no custo total decorrente da contratação de um trabalhador adicional.

 

O único nível em que a empresa não tem estímulos a contratar, nem a demitir, é o nível em que a receita marginal da mão de obra (RmgL) iguala o custo marginal da mão de obra (CmgL). Quando isto acontece, a empresa está em equilíbrio e este representa a situação em que o lucro é maximizado.

 

Podemos resumir da seguinte forma:

 

Se RmgL > CmgL , estímulos a contratar ou aumentar L

Se RmgL < CmgL , estímulos a demitir ou reduzir L

Se RmgL = CmgL , lucro maximizado e L não muda!

 

 

SALÁRIOS NOMINAIS X REAIS

 

Salário nominal (W) é a remuneração medida em moeda corrente. É o valor que os trabalhadores recebem por hora, e é bastante útil quando comparamos os salários de diversos trabalhadores ou profissões em um mesmo momento, ou no momento corrente.

 

Salário real (W/P) é a remuneração medida em moeda constante. É o valor do salário nominal dividido pelo índice de preços, sugerindo assim o poder real de compra. O uso do salário real ao invés do nominal é obrigatório quando comparamos os salários de um mesmo trabalhador ou profissão em uma série de tempo, de um ano para o outro, por exemplo. Caso contrário, não teríamos uma correta ideia acerca da real variação do poder de compra.

 

É fundamental ter sempre em mente que a empresa demanda o número de trabalhadores em que o produto marginal da mão-de-obra iguala o salário real. Como a relação entre L e W/P é inversa, a inclinação da reta é decrescente ou negativa.

 

A receita marginal no monopólio será sempre menor que o preço do produto.

 

Para uma dada uma quantidade de trabalhadores, o valor marginal de uma unidade adicional será menor para o monopolista do que para a empresa competitiva.

 

Mantendo-se os outros fatores constantes, o nível de emprego e a produção são mais baixos no monopólio do que sob a competição.

 

O estudo da demanda por mão de obra refere-se ao custo da mão de obra como sendo a taxa do salário/hora (W) paga aos trabalhadores, no entanto, substanciais custos do trabalho são não salariais (ou extra salariais).

 

Os custos não salariais têm algumas implicações sobre o mercado de trabalho. Nós podemos dividi-los em duas categorias: custos de contratação/treinamento e benefícios do funcionário.

 

Ao realizar treinamento, as empresas incorrem em pelo menos três tipos de custos:

 

1 - Os custos monetários explícitos de empregar indivíduos para servir como instrutores e os custos dos materiais empregados durante o processo de treinamento;

 

 

2 -  Os custos implícitos ou de oportunidade de emprego do equipamento de capital e de funcionários experientes para efetuar o treinamento em situações menos formais (por exemplo, um funcionário experiente demonstrando a um novo funcionário como se realiza uma tarefa a um ritmo mais lento do que o normal).

 

3 - Os custos implícitos ou de oportunidade do tempo do indivíduo sob treinamento (que não produz tanto quanto produziria se seu tempo estivesse dedicado às atividades de produção).

 

As empresas que pagam baixos salários economizam em custos horários, mas incorrem em maiores custos de treinamento.

 

A principal diferença entre custos salariais e custos não salariais no emprego é o fato de que os custos não salariais são custos por trabalhador, enquanto os custos salariais são custos por hora trabalhada.

 

A elasticidade salário da demanda reflete a variação no emprego em virtude de variações nos salários.

 

Veja que o princípio e a finalidade são os mesmos da elasticidade preço da demanda de bens, só que, agora, temos como foco a variação no emprego da mão de obra (%ΔE) e a variação dos preços da mão de obra (%ΔW).

 

Segue a expressão da elasticidade salário da demanda, também chamada de elasticidade da demanda do próprio salário:

 

η =%

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