09/10/2015

Qual a técnica de estudo mais eficiente?

Coordenação

Qual a técnica de estudo mais eficiente?

 

Para estarem bem afiados com os (muitos) conteúdos exigidos nas provas de concursos públicos, concurseiros de plantão vivem em uma rotina intensa e desenvolvem técnicas de estudo diversas de aprendizado.

Cada pessoa possui um estilo próprio de absorver e sintetizar o conhecimento, pois apresentam diferentes tipos de inteligência: alguns com maior habilidade de reter imagens, outros associações, contextos, e assim por diante. O aprendizado é resultado de um processo de compreensão, retenção e resgate de conteúdos, mas na maioria dos casos os candidatos tendem a se limitar à compreensão. Um estudo feito pela APS (Association for Physological Science) buscou as técnicas de estudo mais eficazes para o aprendizado. A pesquisa chegou a algumas conclusões interessantes:

 

Quanto menos esforço uma técnica de estudo demanda do cérebro, menos eficaz ela é.

Quando assimilamos conteúdos, o fazemos por meio de associações. Nosso cérebro procura entender como as coisas funcionam, e é por isso que técnicas de estudo como o grifo, a releitura e mnemônicas não são as mais eficazes (apesar de serem geralmente as mais utilizadas).

Quando grifamos partes importantes de um texto, por exemplo, podemos ajudar a nossa memória visual, mas não obrigamos o cérebro a organizar, criar e conectar o conhecimento, transferindo-o assim para a nossa memória de longo prazo. Há então o risco de que o conhecimento fique apenas na memória de curto prazo, podendo ser esquecido em pouco tempo.

Quanto à releitura, o estudo comprovou que sua eficiência é maior quando ela acontece imediatamente depois da leitura. Reler aumenta a quantidade de informações codificadas, e ao reler os tópicos mais importantes, há uma melhoria na recordação de ideias e detalhes.

Já os mnemônicos só são efetivos quando nele estão contidas palavras chave importantes e dispostas no material de estudo.

 

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Escolher a técnica certa depende do objetivo.

Algumas técnicas de estudo que são mais eficazes para alguns objetivos do que para outros. A visualização e a elaboração de resumos são exemplos de métodos que devem ser usados para finalidades mais direcionadas.

Nossa memória visual de longo prazo tem uma capacidade de armazenamento massivo. Apesar disso, as pesquisas apontam que o uso da imaginação (para a visualização do conteúdo durante a leitura) é mais efetiva na memorização de frases e elaboração de mapas mentais - que relacionam ideias e conceitos. Quando o estudo é voltado para provas que exigem a inferência de conhecimentos a partir da leitura de textos, a visualização pode não ser tão produtiva.

Já os resumos - que são praticamente obrigatórios no plano de estudo de muitos candidatos - se mostram muito úteis para provas subjetivas, mas nem tanto para provas objetivas. Toda via, se já existe a habilidade na produção de resumos, esta se torna uma técnica de estudo muito recomendada.

 

Aprendemos mais quando explicamos.

Os seres humanos são naturalmente curiosos por natureza, e sempre procuram as explicações para os estados, ações e eventos do mundo ao seu redor. Não é à toa que uma das expressões que as crianças mais usam é o “Por que”. Felizmente, a explanação feita a partir de questionamentos pode ser muito aproveitada para a aprendizagem. A pesquisa mostra que, durante o estudo de conteúdos mais abstratos, a auto explicação do conteúdo com as próprias palavras pode ser um grande auxílio. Essa técnica de estudos requer um maior trabalho cerebral, pois é preciso compreender as causas dos fatos e investigar suas origens. Ela pode, inclusive, ser um grande diferencial em redações e provas discursivas.

 

O melhor aprendizado é a prática.

A realização de testes práticos ainda é a melhor prática de aprendizado. Pesquisas mostram que o mais apropriado é praticar 10 ou 20% do tempo estudado, não deixando tudo para as vésperas de prova. A resolução pode ser feita acompanhada da revisão do assunto, ou como simulação de concursos. Aliás, alguns candidatos preferem prestar concursos como forma de estudo, como uma preparação para a prova objetivada.

Dentro dessas técnicas de estudo, é bom lembrar que cada candidato possui o próprio estilo, e que os cérebros funcionam de maneiras diferentes. Ainda assim, há alguns pontos podem ser ressaltados para que seja feito um estudo de qualidade:

·         A leitura do conteúdo para a compreensão das teorias;

·         A resolução de exercícios com consultas, para verificar o que não ficou claro durante o estudo das teorias;

·         A revisão do material estudado ao longo do tempo;

·         A resolução de provas e concursos anteriores;

 

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A metodologia adotada deve ser aquela que mais se adequa às peculiaridades de cada estudante e permite que o conhecimento fique armazenado por um longo período.

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