29/05/2019

Qual a sensação de abrir o diário oficial e ver o nome na lista dos aprovados?

Coordenação

passar no concurso público

Hoje a gente quer falar com você. Sim, você mesmo que está na maratona de estudar para concurso público, respondendo questões de provas. Administrando a ansiedade, se alimentando bem, descansando e revisando para o dia D.

O dia em que o tempo de dedicação, renúncia e estudos começam a fazer todo o sentido.

Enumeramos alguns significados, mas sabemos que há muito mais em jogo aguardando aquele momento que você vai ler o Diário Oficial e seu nome estará lá, na posição sonhada.

Com o intuito de te inspirar nesse finalzinho de jornada, vamos compartilhar aqui as histórias de resiliência, através das quais alguns candidatos conseguiram alcançar a posição que sonhavam. Acreditamos que vá fazer todo o sentido para você também.

A tentativa é descrever os mistos sentimentos do momento em que eles descobriram suas aprovações. Confira!


Na cabeça: a família e sensação de “última chance”


“São vários anos, meses, carregando a pressão de ter que estudar diariamente, abrir mão da família e amigos, o medo da frustração.” – Para quem está assim agora, vem cá e dá um abraço.

Mas imagine um sacrifício que vai te impulsionar para o próximo sentimento que trazemos aqui: “A sensação de abrir o diário oficial e ver o nome na lista dos aprovados é um misto de incredulidade e de satisfação. O coração vai a mil e as lágrimas são inevitáveis”, palavras do economista e auditor fiscal, de um dos fiscos mais concorridos do país, Ricieri Peixer, concursado na Sefaz de Santa Catarina.

Que por sinal havia sido aprovado na seletiva da Sefaz do Rio Grande do Sul e coleciona mais 11 aprovações em diversos certames.

Ou também sentir algo tão fora do comum que possibilite você lembrar exatamente a hora que tomou ciência de sua aprovação: 

“O diário oficial saiu às 6h50 da manhã, lembro até hoje. Ele não vem na ordem. Vi meu nome e a nota, depois colocaram no grupo [no WhatsApp]. Fui contar para minha mãe. Ela estava dormindo e nesse momento eu ajoelhei, comecei a chorar. O primeiro sinal é só emoção, você só quer botar para fora a angustia e comemorar”, foi assim para Vinícius Veleda, concursado, na Sefaz vizinha, a do Rio Grande do Sul.

Peixer e Veleda são iguais a você. O ponto de partida era apenas o sonho da estabilidade e o anseio de proporcionar uma vida melhor para sua família.

Ricieri trabalhou como cobrador de ônibus, estudava nesse meio tempo, entrou na faculdade de economia, focou na graduação. Após conseguir o diploma, apontou a meta: vou ser Auditor Fiscal.

De 2010 para cá, foram vários processos seletivos galgando um a um, esperando o que mais queria. "No caso do ICMS-SC, foi um concurso aguardado por 9 anos e que tão cedo não irá se repetir. Então junto com as dificuldades normais de qualquer prova, há aquele sentimento de única chance", ressaltou o economista que dedicou dois anos para essa prova.


2, 3, 4 anos se dedicando e dedicando


Para Vinícius foram pouco mais de dois anos, que o engenheiro se dedicou aos estudos para realizar as provas dos mesmos órgãos que o colega, Ricieri.  Ele ficou na décima sexta colocação na secretaria do Rio Grande do Sul e ocupa cadastro reserva em Santa Catarina, seu desejo final.

Como a maioria dos candidatos a cargo público, Veleda coleciona processos seletivos. Entre elas aprovações, jovenzinho ainda, na Escola de Cadetes do Exército Brasileiro (EsPCEx) e em 5 universidades federais. Além do campeonato mundial de 2016 pelo PetroGames, representando a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Dubai.

Conquistas que te renderam momentos de muita emoção.

No entanto, quando soube que estava na lista de aprovados para auditor fiscal ICMS-RS, o engenheiro conheceu sentimentos que jamais poderia imaginar. “É até difícil falar. Você não tem palavras porque foi o melhor momento da vida. Eu posso tentar, mas não vou conseguir te transmitir a emoção que foi”, disse após contar todo o aflitivo processo até a descoberta.

Ele havia passado por três provas seguidas e optou por aguardar o resultado sem acompanhar as correções como estratégia de desvencilhar a ansiedade, o que não adiantou. “Muitas noites sem dormir. O feeling era legal, tinha ido bem. Porém tinha Contabilidade e Tecnologia da Informação como incógnitas, elas vieram muito diferentes [na prova]. Pensei que, se passasse nessas duas, iria bem”, lembrou.

 

Leia mais: Tribunais de Contas: Leia se o seu objetivo é se tornar um auditor de controle externo

 

Situação oposta a vivida pela também engenheira, Pamela Engel, auditora fiscal do Tribunal de Contas da Bahia (TCE BA). “Já estava esperando, pois no ranking estava entre os primeiros [colocados], então foi só a confirmação. Quando saiu o gabarito, fiz uma nota boa”, contou.

Engel passou quatro anos estudando para diversos certames, três meses de estudos intensos para a prova que almejava, e elencou os critérios que definiram suas escolhas. “Se fosse em Salvador, fazia. Se pagasse mais de 10 mil, fazia”, complementa ao confessar que talvez a falta de foco tenha colaborado com a demora na aprovação, já que no decorrer do anos realizou mais de dez certames.

Passado o sufoco, considera que a recompensa pelas renúncias foi gratificante. “Foi a maior felicidade do mundo ver meu nome na lista de aprovados. Não tem nada melhor do que saber que todo o seu esforço teve resultado”, descreveu a engenheira.


O que leva alguém escolher a difícil jornada de concurseiro?


Claro, que os salários, a qualidade de vida e estabilidade do serviço público atrai candidatos dispostos a estudar seis, oito ou mais horas por dia ou o tempo que tiver disponível.

Para Pamela, formada em engenharia mecânica, a motivação para se transformar em uma concurseira estava no fato do descontentamento com a carreira de engenharia. “Quando estava no final da graduação, estagiei na Petrobrás e não gostei muito da área. Antes, não pensava no que iria fazer”, revelou.

Por outro lado, e estimulado por diversas situações, Vinícius contou que além do mercado de trabalho em Petróleo e Gás, especialização pela qual se graduou, está em baixa, uma ex-namorada incentivou o novo percurso. “Eu comecei a estudar ela [a ex-namorada] falou que tinha tudo a ver comigo. Relutei muito. Depois aceitei, comecei a estudar e me identifiquei”, admitiu.


A conquista do poder de recompensar a família


Assim como a estabilidade é um motivador, recompensar a família representa um fator chave em toda a jornada de aprovação. Para o Portal, Vinícius confessou que precisava fazer o que não conseguia durante a maratona de estudos. “Eu fui no mesmo dia almoçar com a minha mãe. Porque no aniversário dela, a família toda foi e eu falei pra ela que não poderia ir por causa da prova da Sefaz-RS, faltava um mês para dia. Quando fui aprovado, eu falei para minha mãe que estávamos comemorando a minha promoção e seu aniversário também”, mencionou.  

No caso de Ricieri, o significado de toda a jornada está no que poderá proporcionar para sua filha e compensar o tempo que estava focado nos estudos.  “Comecei a lembrar dos vários dias em que deixei de ficar com ela, vários momentos que eu poderia ter aproveitado melhor. Mas ver a alegria dela, quando soube que eu tinha conseguido a aprovação, foi algo que fez tudo valer a pena. Saber que daqui em diante, vou poder dar um futuro muito melhor para minha família é algo que faz qualquer sacrifício valer a pena!!”

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