11/10/2018

ICMS-SC - Auditoria - Superavaliação de custos de estoques

Arthur Leone

SUPERAVALIAÇÃO DE CUSTOS DE ESTOQUE

 

Caros amigos, já estou elaborando a última aula de Auditoria (parte contábil) para o ICMS-SC. As demais aulas, já estão disponíveis. Na última aula vamos tratar, entre outros temas, da superavaliação dos custos de estoques. Acompanhe uma breve nota de aula:

Poderemos encontrar diferenças não comprovadas nas saídas e nas entradas de mercadorias em estoque em um dado período de tempo, ao se cotejar o estoque inicial com o final e as operações intermediárias.

Para tanto, o raciocínio básico é utilizar um cálculo aritmético simples, veja:

Estoque Inicial (EI) + Entradas (E) = Estoque final (EF) + Saídas (S).

Simplificando:

EI + E = EF + S

 

Caso apareçam diferenças, será possível fazer o confronto documental para concluir sobre erros ou fraudes. Grosso modo, algumas conclusões podem ser obtidas de plano:

Diferença de entrada de estoques: pressupõe omissão de registro de entradas. Geralmente, tal situação está associada à aquisição de estoque com os recursos do caixa 2. A lógica é a seguinte: como o recurso é de caixa 2, não é possível registrar as entradas contabilmente, pois o caixa oficial não suporta os lançamentos.

 

Diferença de saída de estoques: pressupõe venda de mercadorias sem emissão de nota fiscal.

 

Para estudar o tema, precisamos conhecer os efeitos da sub/superavaliação dos Estoques inicial e final, pois cada uma destas distorções impacta no custeio dos estoques de uma forma diferente.

Antes de tratar da “superavaliação dos custos”, precisamos tratar da subavaliação e superavaliação dos estoques inicial e final. São etapas diferentes! A partir da avaliação dos estoques final e inicial é que chegaremos ao tema trazido pelo edital, qual seja, superavaliação dos custos de estoques”

Quando subavaliamos um estoque final de matéria prima, de produtos em elaboração e produtos acabados, teremos como consequência a superavaliação do CMV/CPV. Com maior CMV, menor é o lucro contábil.

Vamos fazer um exercício mental para consolidar este e outros efeitos da super/subavaliação dos estoques. Tome a fórmula do CMV, velha conhecida do concurseiro que estuda contabilidade geral:

 

CMV = EI + C - EF

Considerando um cálculo de CMV hipoteticamente correto abaixo, temos CMV =6.

CMV = 9 + 1 - 4 = 6

Agora, você vai “forçar” a subavaliação do estoque final, alterando mentalmente o valor de “4” para “3”. O que acontece?

CMV = 9+1-3= 7

Veja que à medida que subavaliamos (reduzimos) o valor do EF, o resultado do CMV aumenta. Quando o CMV aumenta, diminui o lucro contábil.

Agora vamos “forçar” a superavaliação do EF. Altere mentalmente do original “4” para “6”. O que acontece?

CMV = 9+1-6 = 4

Veja que saímos do CMV = 6 para um CMV = 4. Então, superavaliar o EF, gera CMV menor. Logo, maior lucro contábil.

Seguindo este mesmo raciocínio, concluímos também sobre o Estoque inicial (EI).

ü  Ao subavaliar o EI temos CMV menor.

ü  Ao superavaliar o EI temos CMV maior.

 

Ao aparecer uma questão que exija este raciocínio, basta que você monte uma fórmula com valores hipotéticos e substitua os valores por outros sub ou superavaliados, seja o EF ou EI. Assim, poderá formar alguns juízos sobre eventuais situações hipotéticas de sub/superavaliação do custo dos estoques.

 

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