11/04/2018

Dia a dia do Auditor Fiscal da Receita Federal

Coordenação


Você sabe o que um auditor fiscal da receita federal faz? De acordo com o edital do concurso de 2014, as incumbências do cargo consistem em elaborar e proferir decisões ou delas participar em processo administrativo-fiscal, bem como em processos de consulta, restituição ou compensação de tributos e contribuições e de reconhecimento de benefícios fiscais.

Um auditor fiscal da receita federal também executa procedimentos de fiscalização, praticando os atos definidos na legislação específica, inclusive os relacionados com o controle aduaneiro, apreensão de mercadorias, livros, documentos, materiais, equipamentos e assemelhados; examina a contabilidade de sociedades empresariais, empresários, órgãos, entidades, fundos e demais contribuintes, entre outras atribuições.

Ontem, em entrevista ao vivo para o Portal Silvio Sande, quatro autores fiscais falaram um pouco da carreira e das suas funções dentro da área. Antonione Tavares, André Neiva e Manuel Pinõn ingressaram na profissão no concurso de 2010, enquanto Flaviano Lima exerce o cargo desde 1997, cada um em uma área diferente, com atribuições diversas, mas os quatro concordam que o concurso é só o primeiro passo para uma carreira sólida e de sucesso.

De acordo com Antonione Tavares, auditor da área de Aduana “na receita você entra em uma área, mas com paciência, estudando muito e com muita dedicação você vai galgando novas posições e vai subindo”, afirmou.

Tavares contou que após a aprovação no concurso precisou passar um ano na capital do Acre, Rio Branco, e retornou para a Bahia para trabalhar como chefe de malha, em Feira de Santana, para ele a vantagem da posição em que atua hoje é o dinamismo. Segundo ele o aduaneiro nunca vai se acostumar com o trabalho, porque não existe uma rotina inflexível, e isso em sua opinião é bom, e diferente da sua primeira função na área de programação e fiscalização, serviço hoje executado por André Neiva, que durante a entrevista explicou um pouco sobre o seu início de carreira e a sua atuação presente.

Segundo ele a porta de entrada para a Receita Federal é o trabalho na fronteira, André afirmou que sua primeira função foi em Porto Mauá, Rio Grande do Sul, onde exercia o serviço de aduaneiro. Após transferência interna, Neiva ainda exerceu função na coordenação de tributação em Brasília, que tem como responsabilidade responder solução de consulta, investigar se essa consulta não é apenas instrumento protelatório do contribuinte, além de formular medidas provisórias para o governo em relação a políticas macroeconômicas.

Atualmente André trabalha na divisão de fiscalização da 5ª região, que compreende a Bahia e o estado de Sergipe, “desde que eu entrei na divisão, atuei na área de programação que é a área que define quem será fiscalizado no ano seguinte, tanto pessoa jurídica, quanto pessoa física, tanto tributos previdenciários, quanto tributos fazendários, e dentro disso atuei em diversas operações da receita, como a Lava Jato, Calicute, que são operações nacionais e que a receita busca voluntários para poder auxiliar”, explicou.

Durante a entrevista Manuel Pinõn, que trabalha com fiscalização externa explicou que passou por duas experiências na receita, uma delas em 1998 quando passou no primeiro concurso e trabalhou na delegacia de Santarém, no Pará. De acordo com Pinõn, ele trabalhava com fiscalização de pessoa jurídica, que é uma área para quem gosta de contabilidade e auditoria, contudo desistiu do cargo para investir na carreira privada.

Já em sua atual experiência, após o concurso de 2010, ele foi destinado para a delegacia de Feira de Santana e no primeiro momento não conseguiu ir para o setor que mais se identificava, que é a fiscalização, então teve como experiência o setor SECAT, que consiste no serviço de administração aduaneira, por fim ele também passou pelo setor chamado de inteligência da fiscalização, que faz a seleção e elabora os dossiês de fiscalização, e acabou retornando para a área que trabalhou no primeiro concurso.

O auditor mais antigo que participou da entrevista, também chamado de Titã, Flaviano Lima, trabalha hoje com julgamento na DRJ, que é a delegacia da receita federal, e tem como objetivo realizar e julgar processos administrativos fiscais, porém antes de realizar essa função, Lima também trabalhou na previdência como fiscal de contribuições.  Ele ainda explicou que a maioria dos auditores dessa função são do setor jurídico, mas que essa especialização não é um pré-requisito.

Assista o bate papo na integra, tire suas dúvidas e foco na receita.

 

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